Jornal: Extra, extra !

 

 

O meio jornal é o veículo de comunicação mais tradicional entre as mídias de massa. Durante
séculos vêm formando opinião, causando polêmicas através da escrita e dando sustentação às
campanhas publicitárias e firmando inúmeras marcas nos corações e mentes dos leitores.

 

De acordo com dados da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), a circulação de jornais no Brasil
em 2006 teve cerca de 5% de aumento se comparada com 2005, quando já havia ocorrido aumento
de 4,1%.

 

O Instituto Verificador de Circulação (IVC) confirmou, até setembro de 2006, o aumento de 4,7%. Foi
o terceiro ano consecutivo de recuperação. O IVC lembra que em 2005 a América Latina foi o continente,
que registrou o maior aumento de circulação em todo o mundo, atingindo 6,3%.

 

No entanto, as novas tecnologias e, conseqüentemente, as novas mídias, impõem desafios para o
segmento. Assim como outros setores da comunicação, o meio jornal anseia por reformas do Governo
Federal para retomar o crescimento. Para entender um pouco melhor sobre “jornal” como estratégia
de mídia convidamos mais quatro experts.

 

 

Novas Estratégias

“O meio jornal tem um custo de produção muito alto. Isso influencia diretamente no negócio. Os
profissionais da área precisam entender o custo relativo comparado com outros meios de comunicação.
O custo para atingir cada mil consumidores é bem diferenciado. Para continuar tendo o lugar de destaque,
o meio jornal vai ter que rebolar muito”.

 

 

Nossa vez

“As agências de publicidade têm procurado ampliar as possibilidades de formato físico e criativo, o que
valoriza o veículo. Porém, uma parceria mais efetiva entre as agências e os jornais, no que se refere
a flexibilidade na editoração, é o caminho para tornar possível essas inovações. Outros mercados já
apostaram nisso, agora é a nossa vez”.

 

Sylvio Freire, diretor da Erê! Publicidade

 

 

Feijão sem Arroz

“Falar em Varejo sem comentar sobre o meio jornal é como feijão sem arroz. No caso das Lojas Maia
e O Norte, a gente sente isso facilmente numa rápida visita aos pontos de venda, observando as pessoas
de posse dos encartes ou apresentando anúncios para discutir preço e negociar melhor a compra. Nesse
momento a mídia percebe a importância do seu trabalho que reúne a pesquisa,  a técnica, a métrica, mas
que não esquece o perfil do leitor, o hábito do consumidor, do veículo intimamente ligado ao anunciante que
sem duvida com o aquecimento da concorrência entre os grandes varejistas farão de 2007 um ótimo ano
para o meio jornal”.

 

 

Segmentar

“Considero o meio jornal de suma importância na hora de segmentar a comunicação. Pena que na Paraíba
o público leitor ainda é muito pequeno. Essa realidade, infelizmente, acaba afastando alguns anunciantes.
Em 2006, espero que o meio busque novas formas para se reinventar e conseguir atrair novos negócios”.