Credibilidade
No final do ano passado, o Instituto Verificador de Circulação (IVC) agregou
uma novidade ao seu portfólio: a auditoria de edições digitais pagas. Por meio
de um software, a entidade tem a comprovação de que a página digital seja a
cópia exata da página de veículo impresso, bem como acesso aos meios de
pagamento dos leitores. Segundo Ricardo Costa, diretor-geral do IVC, não entram
na auditoria os assinantes dos veículos impressos, que acabam tendo acesso
gratuito à cópia digital. “Veículos poderosos, como Veja e O Estado de S. Paulo,
já aderiram à auditoria digital, e pelos contatos que estamos tendo, outros grandes
títulos estarão em breve
aderindo ao sistema”, diz.
Para Costa, na prática, a edição digital tem duas grandes vantagens. A primeira
é o preço. Um veículo impresso em São Paulo ou no Rio, quando chega a extremos
do país, custa mais que a própria assinatura eletrônica. Dependendo das dificuldades,
ainda chega atrasado, com notícias já defasadas. “Ao auditarmos as edições digitais,
passamos a elas a mesma credibilidade que já possuem entre seus anunciantes as
edições impressas.”
Fora isso, o IVC aprovou recentemente um projeto chamado “Futuro do Passado”,
que visa resgatar registros de edições das décadas mais antigas (60 a 80) para que
os associados tenham pelo banco de dados da entidade as mesmas informações
que encontram dos veículos
em suas edições de anos mais recentes.
Costa também destaca o lançamento de uma nova campanha criada pela Publicis
para o instituto, em cima de uma pesquisa da Troiano Consultoria: “Ela fez um estudo
dos veículos mais admirados do país. E não por coincidência, os mais de 40 apontados
pelos leitores possuem auditoria
do IVC. É isso que destacamos na campanha.”